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Piscina do Amor ganha nova vida

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A ideia de resguardar o banco de recifes de coral para manter a biodiversidade marinha numa das áreas mais exploradas pelo turismo na capital foi acertada. Quase três anos após a medida ter sido implantada, os resultados na chamada Piscina do Amor surpreenderam até os biólogos. É notável o aumento do número e o crescimento do tamanho de cada um dos espécimes ali encontrados. Um dos principais objetivos do zoneamento era transformar aquele recife--escudo em um berço de reprodução dos organismos vivos. E mais além: constava no propósito a manutenção de ciclo permanente de espécies que pudessem ter a capacidade de repovoar os recifes anexos, principalmente a piscina da Pajuçara. Os efeitos da medida foram tão significativos que já tiveram impacto na pesca. Quem vive desse ofício relata que a captura de espécies nas áreas permitidas que ficam ao redor da Piscina do Amor melhorou consideravelmente nos últimos anos. O levantamento inicial do IMA [Instituto do Meio Ambiente de Alagoas] computou um número relativamente grande de espécies, e justamente as que têm relevante interesse ecológico. E a presença delas foi fator decisivo para restringir a área, que tem cerca de 29 hectares de extensão. O mero, o góbio-neon, o ouriço--satélite e a estrela-espinhosa, até então ameaçados de extinção, voltaram a se multiplicar e, o melhor, com a garantia de que não serão eliminados por fatores externos. Um relatório está sendo elaborado, e as espécies, catalogadas pelo órgão ambiental. Mais de 50 tipos de algas diferentes já foram devidamente identificados na Piscina do Amor, com a possibilidade de outros surgirem, assim como a formação de novas colônias recifais. Também continuam sendo feitas avaliações da biodiversidade e monitoramento daquele trecho, em parceria com pesquisadores da Ufal. Os professores Cláudio Sampaio e Taciana Kramer utilizam a área para pesquisa e se unem ao trabalho do biólogo do IMA, Juliano Fritscher, para sequenciar o levantamento de espécies da flora e da fauna. Sendo aquela uma área de conservação e reprodução das espécies, o objetivo é que a exclusão se transforme em uma medida perene ou, pelo menos, duradoura.

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