Cidades
Mergulhador considera área como oásis de biodiversidade
Mergulhador profissional e instrutor de mergulho de uma empresa autorizada a esse tipo de prática, Luís Miguel Filipe disse que conheceu a Piscina do Amor no fim de 2011, quando iniciou os trabalhos por lá. Ele lembra que a área não era tão diferente da Piscina da Pajuçara e percebia um grande movimento de pescadores. A vida marinha era escassa, como verificava a cada atividade que executava no local. ?Quando alguns biólogos ligados ao IMA, que eram nossos alunos, nos falaram que havia um projeto para proibir a pesca lá [na Piscina do Amor], achamos a ideia fantástica. Numa cidade como a nossa, em que as pessoas não têm muita consciência ambiental, ter uma área protegida seria o máximo?, pensou. Ele diz que a intenção de colocar em prática a zona de exclusão sempre foi defendida pelos mergulhadores, que exploravam a piscina para fins educacionais. ?Muitas vezes os biólogos nos acompanhavam nas aulas com os estudantes de mergulho, e nós verificávamos muito coral quebrado, resultado das pessoas caminharem em cima deles?. Segundo Miguel Filipe, desde que a Piscina do Amor foi restringida, aos poucos a biodiversidade começou a ser recuperada. ?Hoje, parece mais um oásis de vida no meio da enseada da Pajuçara?, compara.