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MPT-AL vai investigar como trabalhadores chegaram à BA

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O Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT-AL) vai abrir inquérito civil para apurar as denúncias de trabalhos escravos sofridos por alagoanos no interior da Bahia. O MPT quer saber como os cerca de 40 trabalhadores chegaram ao estado baiano. O grupo chegaria a Alagoas nessa sexta-feira, 25, em um ônibus contratado pelo dono da fazenda e seguiria direto para a cidade de Murici. Os trabalhadores saíram de Murici para trabalhar em uma plantação de café no distrito de Caraíva, município de Porto Seguro, com a promessa de trabalhar ganhando até R$ 100 por dia, além de alimentação, hospedagem e material de trabalho. O caso foi denunciado ao MPT da Bahia. Na oportunidade, os trabalhadores contaram que a recepção foi a pior possível. ?Dormimos em colchões no chão. O banheiro estava quase inutilizável. Já as refeições prometidas pela empresa nunca eram entregues?, relatou o grupo, acrescentando que a propriedade também não assinou nenhuma carteira de trabalho. O dono da fazenda assinou um Termo de Ajustamento de conduta (TAC) com o MPT da Bahia, se comprometendo a pagar as rescisões e indenizações por danos morais a cada lavrador, a ressarcir os valores cobrados deles na viagem de Alagoas até a fazenda e a providenciar o retorno às suas residências, entre outros deveres. Os valores previstos para cada um deles não foram divulgados para não expor as vítimas.

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