Cidades
Alagoas tem 120 pacientes na fila da bariátrica
Um cálculo matemático indica se você está com sobrepeso. Se a equação revelar um Índice de Massa Corporal (IMC) preocupante e você precisar de uma intervenção cirúrgica para ter qualidade de vida, não puder pagar ou não tem plano de saúde, a guerra está só começando. Alagoas, com seus mais de três milhões de habitantes e que concentra uma capital com mais da metade de sua população acima do peso, continua com uma única unidade pública fazendo a cirurgia bariátrica. Triste realidade para os mais de 120 obesos que aguardam na fila pelo procedimento no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), em Maceió. O HUPAA começou a realizar esse tipo de procedimento em 2002 e, de lá para cá, foram pelo menos 450 intervenções, com uma média de quatro a cinco por mês. De janeiro a maio deste ano, por exemplo, quinze pessoas foram submetidas à redução do estômago em Alagoas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O paciente chega a passar mais de um ano aguardando o dia da cirurgia. Esse foi o caso da dona de casa Márcia Nunes Lúcio, 41 anos. Ela aguardou um ano e dois meses pela cirurgia no Hospital Universitário. ?Fiz em julho de 2006. Na época eu tinha 118kg. Hoje estou com 78 quilos. Apesar da demora, vale a pena esperar. Hoje sou bem mais feliz?, lembra Márcia, que mora em Jaramataia. ?A contratualização é de 50 cirurgias por ano. Existe uma fila dos pacientes que estão em preparação. Os pacientes ganham qualidade de vida. O problema do paciente obeso é que envolve um psicológico muito forte. Nossa vontade é fazer oito cirurgias mensais. Se a gente consegue isso, é um grande salto de qualidade?, conta o gerente de Atenção à Saúde do HUPAA, médico Manoel Álvaro Lins.