Cidades
Produtos somem nos mercados de Maceió
Desde a última quinta-feira, 24, a Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa) vem registrando escassez de produtos alimentícios, como a batata, tomate, cenoura, cebola e outros. De acordo com José Helenildo Ribeiro, diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), órgão que administra a Ceasa, se a greve dos caminhoneiros persistir, a estimativa é de que o estoque fique zerado a partir desta quarta-feira, 30. No momento, a Ceasa preencheu apenas 30% da capacidade de produtos disponíveis para o consumo através das últimas cargas recebidas. Cerca de 12 produtos que costumam ser muito procurados nos mercados de Maceió estão escassos devido à greve dos caminhoneiros, informou José Helenildo Ribeiro Neto. Além do sumiço do tomate, cebola, batata, cenoura, alface e banana-prata das bancas, o melão, melancia, inhame e outros produtos muito procurados estão com baixa no estoque da Central de Abastecimento. ?Ontem apenas 27 caminhões chegaram com poucas variedades para serem comercializadas. A maioria desses veículos eram caminhonetes, porque caminhões mesmo foram quase nulos. Em períodos normais, nós chegamos a receber entre 90 e 100 caminhões com mercadorias?, contou. O presidente do Ideral ainda apontou que desde sábado, 26, a situação está crítica devido à baixa no estoque, e que a falta de alimentos já estava sendo sentida desde a última quinta--feira. Antes da falta de alimentos ter se agravado, José Helenildo afirmou que 50kg de batata estavam custando cerca de R$ 300. Em períodos normais, o valor dessa quantidade de batata varia entre R$ 50 e R$ 70, garantiu. Até a última sexta-feira, 25, caminhões da Bahia chegaram a abastecer a Central de Abastecimento, mas a maioria dos produtos que chegam ao Estado, ainda de acordo com José Helenildo, é do Sul e Sudeste do Brasil, e que, por isso, houve a diminuição de hortaliças, frutas, legumes e raízes. Há comerciantes que estão com as barracas em funcionamento devido, também, ao estoque de produtos alagoanos, a exemplo do comerciante do Ceasa Ismael Gomes. Ele comercializa melancia, melão, abóbora, limão e maracujá. De acordo com ele, a maioria de seus produtos é alagoano, mas há algumas variedades que chegam de Pernambuco. Os produtos pernambucanos, ele contou que foram abastecidos na semana passada, mas que ainda podem ser comercializados pelos próximos dias. ?Daqui pra quinta-feira, se a greve continuar, acredito que não terei mais produtos para vender?, afirmou. Apesar disso, o vendedor estimou que não terá prejuízo financeiro por conta da greve. Já o comerciante Rodrigo Albino contou à reportagem que não possui mais produtos para comercializar. Segundo ele, todos os produtos que comercializa, como a melancia, melão e abóbora, são do Sertão da Bahia. A última vez que os recebeu foi na quinta-feira, 24, mas que durante o fim de semana tudo já foi vendido. ?Agora só voltarei a vender depois que a greve acabar. A maioria dos comerciantes da Ceasa tem caminhões próprios para pegar essas mercadorias, e o meu, agora, está parado em favor da greve?, disse. O presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas, Raimundo Barreto, garantiu que os supermercados do Estado estão abastecidos com produtos suficientes para a comercialização. De acordo com Raimundo Barreto, os únicos produtos que estão com baixa no estoque são as verduras, hortaliças e frutas, e que o aumento no valor de alguns produtos não foi realizado. * Sob supervisão da editoria de Cidades