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Sem estoque, revendedores de gás de cozinha fecham

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Pedro José, um dos revendedores de gás de cozinha no bairro do Jacintinho, não vê a cor do dinheiro oriundo da comercialização do produto desde a última quinta- -feira, quando recebeu a última remessa de vasilhames. ?Não faço ideia de quando retomarei as vendas?, avisou à Gazeta de Alagoas, na tarde dessa segunda-feira. ?O provo procura e não acha. A clientela telefona, mas não tenho o que vender?, comentou, alertando que alguns de seus clientes já preparam alimentos utilizando lenha ou pedaços de madeira. ?Voltamos ao passado. O fogo a lenha já é a alternativa de quem não conseguiu comprar botijão aqui no bairro?, reforçou. Justifica-se a preocupação do revendedor. Dos atuais 1.100 pontos de revenda de gás de cozinha em todo o Estado, 80% (880 pontos) não dispunham do produto, até ontem à tarde, segundo informou o empresário Laedson Ferreira Soares, atual presidente da Associação dos Revendedores de Gás de Alagoas (Argal). Das cinco revendedoras de gás em Alagoas, apenas uma continua fornecendo o produto, a Brasilgás. Motivo: empresa recebe o gás por meio de estrutura canalizada e providencia o envase na sede da empresa, em Maceió. ?Mesmo assim, não tem condições de atender a toda a população porque a demanda é muito grande?. Apurou a reportagem que os botijões de gás comercializados em Alagoas provêm do Porto de Suape, em Pernambuco. Como os caminhões que deveriam ter chegado ao Estado na semana passada estavam retidos em bloqueios nas rodovias federais, o consumidor não conseguiu comprá-los em mais de 880 pontos de revenda. O próprio Laedson Ferreira estava, até ontem, com dificuldade para recompor os estoques de sua empresa, que tem dois pontos de revenda: um no bairro da Ponta Grossa e outro próximo à Sinimbu. Ele já deveria ter recebido 540 botijões, o equivalente a um caminhão cheio. ?Por enquanto, não recebi nenhum botijão?, afirmou. Quando receber o produto, ele pretende revender pelo preço de outrora, entre R$ 65,00 e R$ 70,00, ao contrário do que já estaria sendo praticado por atravessadores e ?oportunistas?. ?Alguns clandestinos já estariam cobrando até R$ 80,00 pelo botijão. Aí quebra de vez o pobre?, diz o revendedor Pedro José, do Jacintinho.

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