Cidades
Paralisação afeta supermercados
As prateleiras dos mais de três mil pontos de vendas de Alagoas estão cada dia mais vazias. E a situação só deve se normalizar de oito a dez dias após o fim da greve dos caminhoneiros. A previsão é do presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), empresário Raimundo Barreto. A mobilização da categoria que cobra redução do preço dos combustíveis entrou na segunda semana. Mesmo com a situação de desabastecimento que afeta a venda de produtos nos mercados, Raimundo Barreto reforça que os empresários não cogitam o aumento do preço de alimentos, por exemplo, e nem redução do quadro de funcionários. ?Está se agravando cada dia que passa. Estamos trabalhando com o estoque que temos. A tendência é faltar produtos. A expectativa é que se resolva o mais breve possível, para poder se normalizar. Ainda tem também a questão que não se normaliza de um dia para o outro. A vida continua, vamos continuar trabalhando normalmente, não há informação sobre se dispensar funcionários?, detalha o empresário. Raimundo Barreto afirma que a greve dos caminhoneiros afetou mais as grandes redes de mercados, que recebem produtos de fora de Alagoas. ?Com o fim da greve, deve demorar de oito a dez dias para normalizar a reposição de tudo. Vai ser lentamente, não vai ser de imediato. Os maiores sofrem mais com o desabastecimento porque a central de compras fica fora de Alagoas. Os daqui, que são na maioria os pequenos e médios, têm o abastecimento local?, explica. Prateleiras começam a esvaziar nos supermercados e consumidores reclamam de alta no preço de produtos; reposição de estoque vai demorar. FOTO:AILTON CRUZ