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Comitê debate saídas para a crise

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Autoridades e empresários discutiram ontem, no Ministério Público Estadual (MPE), alternativas para enfrentar os bloqueios que ainda acontecem em algumas rodovias alagoanas por conta da greve dos caminhoneiros. Em alguns pontos, é dificultado o trânsito livre para que alimentos, insumos, medicamentos e combustíveis cheguem até as cidades e que pacientes consigam se deslocar do interior para fazer tratamentos de saúde na capital. Entre as definições acordadas de forma coletiva, estão o reforço das forças da segurança nos pontos de protesto para que caminhões com esses itens essenciais possam ter a passagem assegurada e o abastecimento dos postos licitados pelas prefeituras, de modo que os serviços públicos não precisem mais ser interrompidos. O encontro do comitê, segundo o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, serviu para que o órgão ministerial tomasse ciência da real dificuldade de cada setor empresarial e dos municípios. Diante do cenário repassado, várias propostas foram discutidas. ?Precisávamos buscar formas de amenizar os riscos e os problemas causados pela paralisação dos caminheiros. Para nós, o mais importante é poder garantir o abastecimento dos postos de combustíveis em Maceió e no interior para que serviços essenciais, como saúde e educação, possam ser executados pelas prefeituras, e para que a população não fique desabastecida naquilo que custe a sua sobrevivência, como são os casos dos alimentos e dos medicamentos e insumos?, disse. Na reunião, ficou definido que as polícias Rodoviária Federal e Militar vão reforçar equipes em todos os pontos de bloqueio, de modo que caminhões que estejam transportando combustível, alimentos, ração animal, medicamentos e insumos hospitalares possam ter passagem prioritária. O Sindicombustíveis vai orientar os postos a dar prioridade de abastecimento aos estabelecimentos que venceram licitação nas prefeituras com a intenção de evitar que os municípios não tenham seus principais serviços públicos afetados. O sindicato também fará um trabalho educativo junto aos empresários do ramo para que eles não majorem o preço dos combustíveis nas bombas.

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