Cidades
Consumidores estocam comida temendo desabastecimento
O receio de que os dias de desabastecimento se prolonguem ainda leva consumidores a buscarem supermercados. Ontem, o movimento era intenso em uma unidade da rede atacadista, com gente com medo de faltar comida, como Maria José da Conceição, que ficou parte da manhã comprando itens para casa, onde mora com outras quatro pessoas, no bairro do Feitosa, em Maceió. ?Ninguém vive sem comida, não é? Moro com meu marido, com filhos e netos. Fiquei com medo de faltar coisas em casa por causa dessa greve?, conta Maria José, que resolveu antecipar a data de fazer as compras no supermercado. ?Gastava na feira uns 400 reais, dessa vez deu R$ 643, mas tinha que comprar tudo isso mesmo. Fiquei com medo dessa greve continuar e a gente ficar sem comida em casa?, acrescenta ela. Raimundo Barreto, que é presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), acompanha de perto, junto à entidade nacional que representa a categoria, o andamento das negociações para finalizar a greve dos caminhoneiros, que passou de uma semana. ?A tendência daqui para frente é melhorar a situação. Os mercados vão tentar se reabastecer, trabalhar para organizar o estoque?, afirma o empresário. Na avaliação de Barreto, a situação de desabastecimento nas prateleiras dos pontos comerciais de Alagoas deverá ser regularizada em mais de dez dias. ?Estamos mais otimistas agora que a situação vai voltar ao normal. A tendência daqui para frente é ir resolvendo?, acrescenta. A empresária Aline Albuquerque, moradora de Marechal Deodoro, encheu dois carrinhos num supermercado atacadista, ontem, em Maceió. ?Resolvi comprar para guardar. Tenho medo que faltem mais itens nos supermercados, por isso comprei fardos para guardar?, disse Aline, mãe de duas adolescentes.