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Câncer por excesso de álcool atinge mulheres

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O consumo excessivo de álcool contribui para que homens e mulheres desenvolvam algum tipo de câncer durante a vida. Entretanto, de acordo com o oncologista André Guimarães, as mulheres possuem mais chances de serem acarretadas pela doença, caso abusem do álcool. Elas também são mais suscetíveis ao aparecimento de câncer ocasionado pelo hábito de fumar, apontou. Em entrevista à Rádio Gazeta, o oncologista afirmou que, segundo estimativa, a cada grupo composto por oito mulheres no Brasil, uma pode desenvolver, durante a vida, algum tipo de câncer ocasionado pelo consumo excessivo de álcool. Entre os cânceres por excesso de álcool citados pelo médico, constam o de boca, laringe, faringe, esôfago, fígado, cólon, intestino e o de mama. ?Há uma estimativa de que, nos países desenvolvidos, até 2025, a morte por câncer será a primeira causa de morte entre todas as pessoas, superando até as doenças cardiovasculares. No Brasil, as doenças cardíacas ainda estão em maioria, mas, a partir de 2025, o País também deve seguir essa tendência?, contou. O excesso de consumo de álcool juntamente ao uso de anticoncepcionais orais podem contribuir ainda mais para que mulheres tornem-se alvo fácil para o surgimento de algum tipo de câncer durante a vida, afirmou o médico. Se diariamente uma mulher consume mais do que duas doses de álcool ou se aos fins de semana ela exagera, ela estará em risco, complementou. ?O homem suporta mais de duas a três doses diárias de 140 ou 150ml de álcool. Também suporta um cálice de vinho, um uísque entre 20 a 30ml. Mas, mais do que essas dosagens, já consideramos como doses excessivas e perigosas?, diz. O médico ainda reforçou que cada pessoa tem um organismo diferente, mas que o excesso no consumo de álcool chega a agredir. Em cerca de 30 anos de exercício médico, André Guimarães contou que, durante esse período, notou que a presença de pacientes mulheres na faixa etária dos 20 anos aumentou. Ele ainda apontou que, anos atrás, era comum que a maioria de suas pacientes fossem mulheres com idade avançada. ?Esse cenário pode mudar à medida que a gente mude os nossos hábitos de vida, que os hábitos alimentares mudem, os sociais, que seja priorizada a qualidade de vida?, reforçou. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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