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Estações viram ponto comercial e de moradia

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Ao completar 164 anos, parte da malha ferroviária nacional está sucateada, vagões se deterioram ao longo dos trilhos, as estações foram dilapidadas, se transformaram em ponto de comércio, estão ocupadas por prefeituras e/ou famílias de sem-teto. No interior do Nordeste, a maioria das estações e oficinas da RFFSA está tomada de mato. Algumas desapareceram. Os setores produtivos e o governo federal perceberam, durante a paralisação dos caminhoneiros, a necessidade de mudar a triste realidade das ferrovias. Voltaram a discutir a retomada dos investimentos no modal ferroviário na mesma proporção do rodoviário. Avaliaram que até agora o processo de privatização da rede ferroviária, além de não avançar, 60% do que ainda resiste liga nada a lugar nenhum. Um dos maiores exemplos é a Transnordestina, que ligaria o Porto do Pecém, no Ceará, ao Porto de Suape, em Pernambuco, num percurso que traria investimentos para as malhas dos estados, num percurso de 1.728 quilômetros. A obra até agora não anda e tem apenas um trecho de 200 quilômetros. O mesmo acontece com a ferrovia Norte-Sul, criada em 1987 com a promessa de estar concluída em 2000. Hoje, dos sete trechos previstos, tem apenas dois em operação e sem previsão de novos investimentos. A ferrovia Norte-Sul é um projeto ?lendário? do Brasil, concebido com a ambição ligar a Amazônia ao porto gaúcho do Rio Grande, cobrindo 4.155km. A obra avança lentamente. E nem mesmo o que é entregue pode ser considerado pronto. O trecho de Palmas (TO) a Anápolis (GO) foi inaugurado em maio de 2014, desde então, fez apenas duas viagens de carga. Em abril de 2015, foram transportadas 18 locomotivas da VLI, empresa que opera a ferrovia no trecho entre Açailândia (MA) e Palmas, os 719km que estão realmente funcionando.

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