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CBTU anuncia investimentos de R$ 270 milhões em Alagoas

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O superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Alagoas, Marcelo Aguiar, reconhece que a malha ferroviária foi esquecida e as faixas de domínios (margens das linhas e das estações), invadidas. Ele percebe também falhas nas concessões para as empresas encarregadas de retomar o projeto de recuperação da malha. ?A gente percebe, por exemplo, a situação da malha Transnordestina, que se arrasta há 20 anos. O projeto previa a ligação do Porto de Pecém (CE) ao Porto de Suape (PE) e hoje liga nada a lugar nenhum. A malha está restrita à operação de uma linha. O restante está abandonado?, diz. A cheia de 2010 piorou a situação das malhas de Alagoas e Pernambuco, que ficaram imprestáveis. A de Sergipe também ficou danificada. Na malha ferroviária urbana da região metropolitana de Maceió, mais de 13 quilômetros tiveram que ser reconstruídos. Nesse período, a Transnordestina abandonou, definitivamente, a malha de Alagoas. Com a extinção da rede ferroviária federal em 2007, a CBTU assumiu o transporte de passageiros em todo o País. Em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Bahia, a gestão foi transferida para os governos estaduais. A CBTU hoje administra o trecho de passageiros de Recife, Belo Horizonte, Maceió, João Pessoa e Natal. Alagoas tem um trecho de 36km que liga Jaraguá (em Maceió) à cidade de Rio Largo. Nesse percurso, 95% das linhas foram trocadas, têm dormentes e estações novos. Os alagoanos, como os trabalhadores rurais Benedito Ferreira, de 54 anos, e Antônio Calheiros, de 69 anos, ambos de Murici, que quando crianças viajaram diversas vezes de trem, sonham com a volta do transporte e imaginam o VLT moderno serpenteando o interior com os cobradores picotando os bilhetes dos passageiros. Para concretizar esse sonho, depende de gestão política e da força da bancada alagoana, porque o investimento em ferrovias é mais alto que os das rodovias. Porém, a longo prazo, se viabiliza.

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