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Estado ainda enfrenta carência de médicos

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Alagoas ainda precisa de mais médicos. E como precisa. Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que o Estado tem 4.576 médicos, uma média de 1,36 para cada 1.000 habitantes. O Estado fica abaixo da média nacional, de 2,13 para cada 1.000 habitantes. Brasília, no Distrito Federal, por exemplo, tem a maior média de médicos do Brasil. São 5 profissionais para cada 1.000 habitantes. Considerando as queixas da população quanto à carência de médicos, sobretudo na rede pública, o presidente do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), Fernando Pedrosa, reconhece o problema, mas explica que há médico trabalhando em cada cidade de Alagoas. ?Algum tempo atrás, muitos dos municípios não contavam com médicos?, recorda. Os tempos mudaram. As políticas públicas de incentivo ao trabalho de médicos no interior mudaram essa realidade. ?Quase sempre o começo do exercício profissional é no interior?, admite Pedrosa. Mais de três décadas após a formatura, Pedrosa afirma que o mercado de trabalho em Maceió, para quem é iniciante, está praticamente fechado. ?Quase todos os postos estão ocupados?, avisa. Portanto, alternativa pós-formatura para quem quer ou precisa trabalhar é quase sempre o Programa Saúde da Família, em alguma cidade do interior. O atrativo? Salário inicial de R$ 10 mil. ?Muitos encaram o desafio inicial, no interior, com a finalidade de juntar recursos e, posteriormente, investir numa especialização?, explica Pedrosa, que também é professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Mesmo assim, nem todos terão espaço em especialização. Isso porque há vagas de menos para candidatos demais. A bolsa paga ao residente também nem sempre tem valor adequado. ?Essa bolsa fica na média de R$ 2.200,00?, diz. Eis a razão pela qual muitos dos residentes não abrem mão do trabalho quando não estão no ambiente acadêmico, na especialização. Concluída a especialização, quem decide se fixar em Alagoas geralmente opta pela residência em Maceió ou Arapiraca, cidades com melhor infraestrutura em relação aos demais municípios. ?250 médicos têm domicílio em Arapiraca, no Agreste?, informa Pedrosa, tendo como base os registros do Conselho Regional de Medicina (CRM). ?A maioria reside em Maceió?, completa. De acordo com os registros, 40% das cidades de Alagoas não teriam médicos. ?É importante esclarecer que os médicos não vivem nessas cidades porque preferem se deslocar ao trabalho diariamente?, diz o presidente do Cremal. Pedrosa não dispunha de informações precisas sobre a carência de médicos no Estado, mas avalia que em poucos anos o mercado de trabalho pode estar saturado. ?Há muito mais gente estudando Medicina em Alagoas. Havia dois cursos. Agora, são cinco?, aponta, numa referência ao curso da Ufal em Arapiraca e a duas faculdades privadas.

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