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Revitalizar Velho Chico custaria R$ 30,8 bilhões

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Aracaju, SE ? O investimento necessário para a total revitalização do Rio São Francisco seria de R$ 30,8 bilhões, assegurou o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, durante o II Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (II SBHSF), que acontece até esta quarta-feira, 6, em Aracaju-SE. Durante as discussões, que têm como tema os ?Desafios da Ciência para um novo Velho Chico?, ele afirmou que os maiores problemas enfrentados pelo rio são a exploração inadequada de áreas e a precária preservação da caatinga e cerrado, biomas que o São Francisco percorre até sua foz. Por ano, o CBHSF arrecada, aproximadamente, R$ 22 milhões para atuar na recuperação e na preservação do Velho Chico. Até 2026, o comitê espera arrecadar cerca de R$ 550 milhões, por meio da taxa de cobrança feita para que o uso da água do rio seja liberado para aqueles que obtiveram concessão. ?Devido à exploração da área subterrânea (do aquífero Urucaia, no Oeste da Bahia), da expansão da fronteira agrícola, estão faltando metros cúbicos na vazão de Sobradinho. Isso explica por que o Comitê também trabalha com as universidades?, disse ele. Conforme Anivaldo, o meio acadêmico ajuda a encontrar alternativas para que o São Francisco seja preservado, bem como contribui para o diagnóstico da situação dos diversos pontos do rio, que abrangem o Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe ao longo de 640 mil km². A degradação da caatinga e do cerrado, segundo o presidente do CBHSF, contribuíram para a crise hídrica quando se trata do Velho Chico. A inclusão desses biomas na Lei do Patrimônio Nacional é mais uma luta que o Comitê trava atualmente. Em relação à degradação ambiental, Miranda explica que o Baixo São Francisco é o perímetro mais delicado do Velho Chico. Essa área se inicia no ponto onde fica a barragem de Paulo Afonso até a foz do rio, entre Alagoas e Sergipe. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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