Cidades
Corte de bolsa ameaça universitários em AL
A interrupção do Programa Bolsa Permanência (PBP) deixa em risco os estudos de novos universitários indígenas e quilombolas em Alagoas. O governo federal não vai mais conceder a ajuda mensal de R$ 900 para moradia, alimentação e material escolar. Muitos deles não devem terminar o Ensino Superior. O MEC não abre mais inscrições para novas adesões para indígenas e quilombolas desde 2017. Isso tem gerado um grande impacto para os estudantes, explica o pedagogo da Proest [Pró-Reitoria Estudantil da Ufal], Edivan Soares. ?É um impacto muito grande, pois esses estudantes entram na universidade com perfil de vulnerabilidade socieconômica e não têm a garantia de uma bolsa. Eles vão concorrer com os demais estudantes em situação de vulnerabilidade nas bolsas ofertadas, que no caso da Universidade Federal de Alagoas, é a bolsa pró-graduando?. O benefício foi criado em 2013 e se destinava a estudantes matriculados em instituições federais de Ensino Superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica, além de estudantes indígenas e quilombolas. A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) não recebe novas inscrições para o programa e não há previsão de retomada. O pedagogo conta que no último edital para bolsistas da universidade houve 3.600 inscrições, quando esses estudantes já poderiam ser contemplados diretamente na PBP, caso as inscrições para nova adesão estivessem sendo ofertadas. * Sob supervisão da editoria de Cidades