Cidades
Junho traz risco de queimaduras
Ao longo do ano passado, o Hospital Geral do Estado (HGE) atendeu 631 vítimas de queimaduras, a maioria delas, crianças. O dado é oficial e serve como alerta para os pais e responsáveis, já que, embora o maior número de ocorrências seja registrado nos meses de janeiro e dezembro, o mês de junho, por conta das festas juninas, também entra na lista de risco. Em janeiro do ano passado, o HGE atendeu 68 vítimas de queimaduras, número que subiu para 87 atendimentos no mês de dezembro. ?No período de férias escolares, janeiro e dezembro, é quando aumenta o atendimento ambulatorial. O ideal é prevenir?, diz o cirurgião plástico Thyago Carvalho, do Centro de Tratamento de Queimados do HGE. Segundo ele, são frequentes os casos de crianças atingidas por líquidos quentes, como caldo de feijão, macarrão instantâneo, brigadeiro, ou outro alimento que esteja no fogo. Há ainda as queimaduras provocadas por choque elétrico, especialmente quando as crianças mexem em tomadas. No ambulatório do Centro de Queimados, são atendidos também adultos, vítimas de acidentes de maior porte, como queimaduras por álcool em combustão. ?Muitas pessoas de baixa renda usam o álcool para cozinhar?, ilustra Thyago Carvalho. O cirurgião aponta ainda os acidentes provocados por velas, usadas em casas onde não há eletricidade, ou por fumantes que, muitas vezes, embriagados, adormecem com o cigarro aceso e queimam o colchão.