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Davino pode ir buscar armas da SDS na It�lia

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BLEINE OLIVEIRA O caso das armas italianas compradas, e pagas, pela Secretaria de Defesa Social em dezembro de 2000, e que até hoje não chegaram ao Estado, continua gerando polêmica e pode se transformar numa questão diplomática. O atual secretário, delegado Robervaldo Davino, já admite ir até Milão, sede da fábrica italiana Beretta, de quem o governo alagoano comprou o armamento, saber por que o material ainda não foi enviado. Davino promete recorrer ao adido militar brasileiro na Itália se até o próximo dia 30 as armas não chegarem ao Estado. Em entrevista a um programa de rádio local, o representante da empresa paulista que fez a intermediação entre o governo alagoano e a Beretta, identificado como João Otávio, garantiu que as armas chegarão no próximo dia 21, em vôo da Varig. ?Só nos falta a confirmação de que, neste dia, a companhia terá espaço suficiente num de seus aviões para transportar o armamento?, disse ele. O intermediador da negociação disse que as armas já estão pagas e não há pendência financeira em relação à compra feita pela Secretaria de Defesa Social. João Otávio não quis falar sobre a causa dessa polêmica e da demora para que o Estado receba o material pelo qual pagou antecipadamente. ?Foram desentendimentos sobre os quais não me compete fazer comentários. O que quero é resolver o problema e garantir que essas armas sejam entregues ao Estado?, completou. Em conseqüência do atraso de mais de dois anos na entrega das armas, o ex-secretário de Defesa Social, delegado Mário Pedro, responde a processo no Ministério Público (MP) Estadual acusado de improbidade administrativa. No processo nº 16.867/2003, MP deu prazo de 15 dias para que o ex-secretário explique os procedimentos administrativos que antecederam a compra e pagamento do armamento. O delegado Mário Pedro disse que, durante sua gestão, apenas deu seqüência ao processo que já existia, para compra das armas, e que se empenhou para que o material chegasse ao Estado. ?O problema é de burocracia externa. Aqui todo seguiu dentro de legalidade?, assegura o ex-secretário.

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