Cidades
O amor vence qualquer barreira
O dia 12 de junho está chegando e mexe com o coração de muita gente. Perto da data, dedicada aos namorados, a Gazeta de Alagoas ouviu casais que provam: o amor é maior do que as limitações físicas e as diversas formas de preconceito. Felizes, eles contam suas histórias, marcadas por emoção e coragem de enfrentar desafios para ficar perto de quem amam. Felipe Martins, 28, chef diplomado por uma faculdade de Maceió, e Thaís Paixão, 18, conheceram-se em sala de aula. ?Foi amor à primeira vista?, recordou Felipe. ?Foi, mesmo!?, respostou Thaís. ?Eles se gostam demais?, comenta Kátia Martins, mãe do Felipe. Professora da rede pública, ela conta que a experiência com crianças a ajudou a cuidar do filho especial. Felipe já era universitário quando foi ?fisgado? por Thaís. Embora tímido com as perguntas, escancarou o sorriso e confirmou: ?Foi amor à primeira vista?. Ele entrou para a história de Alagoas como o primeiro empreendedor com Síndrome de Down. Felipe vende cachorro-quente. ?É mais fácil de fazer e sai (vende) mais rápido?, explicou. Como já ganha seu dinheiro, geralmente aos domingos, em ponto de venda na Rua Fechada (Ponta Verde), é grande incentivador da amada. Thaís também tem apoio para ser empreendedora. Em breve, começará um curso de beleza adaptado aos portadores da Síndrome de Down. Seu objetivo: montar negócio no segmento de beleza. Apoio de toda a família ? e do amado, principalmente ? ela já tem. Até lá, já ?trabalha? como auxiliar do namorado empreendedor. ?É a assistente do Felipe. Tem salário, inclusive?, explica Kátia Martins. ?É isso mesmo?, confirma o chef Felipe, ao lado de cartaz com frases de amor e com uma foto muito divertida. ?Foi na Seresta da Pitanguinha, aqui em Maceió. Ele está de cigano. Eu, de ladra. Foi muito divertido?, explicou Thaís. ?Ele é um fofo. É um gato?, disse, tascando-lhe um beijo. Com apoio de familiares, Felipe e Thaís vão regularmente ao cinema e não perdem uma balada. ?A gente se diverte com eles?, diz Kátia. APAIXONADOS Da resposta completa, detalhada demais, de um e-mail despretensioso, onde o objetivo era descobrir algum software para escrita de partitura por meio da linguagem Braille, surgiu um grande amor. ?Estudava piano e tinha dúvida sobre se havia um software que me permitisse escrever partitura?, recorda-se Fabrícia Barbosa, numa referência ao e-mail enviado ao amado Jean Bernardo, seu esposo.