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Tumulto em recadastramento vira caso de pol�cia em Macei�

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FÁTIMA ALMEIDA Choro, desespero, discussões e até agressão física. O recadastramento do cartão do usuário da meia-passagem, promovido pela Transpal, acabou se transformando em caso de polícia, na manhã de ontem. Houve tumulto nos postos da Uesa e do Salgadinho. Neste último, o desentendimento entre um guarda municipal e uma usuária, por causa da fila, acabou em pancadaria, envolvendo outras pessoas. ?Ela levou um tapa na cara e o marido dela, que é deficiente, também apanhou?, denunciavam usuários na fila. ?Toda reação resulta de uma ação. O guarda foi provocado primeiro?, defendeu um colega. Os envolvidos foram levados pela polícia para prestar depoimentos. O recadastramento dos 130 mil usuários do transporte público de Maceió, com direito a meia-passagem foi iniciado em fevereiro com prazo para ser encerrado em 31 de março. O prazo foi prorrogado e terminaria hoje, mas durante todo esse tempo as filas só fizeram aumentar nos mais de 20 postos de recadastramento, o que não é de se estranhar: mesmo que o fluxo tivesse sido intenso desde o início, a Transpal teria que efetuar, por dia uma média de 3 mil atendimentos para cadastrar todos os usuários dentro do prazo. Nova prorrogação Ontem, por volta do meio-dia, a Transpal anunciou uma nova prorrogação até o dia 30, mas a maioria dos usuários, que se enfileirou em redor dos postos desde as primeiras horas do dia, resolveu permanecer. A decisão de prorrogar o prazo por mais 15 dias foi uma solicitação da União dos Estudantes Secundaristas (Uesa), acatada pela Transpal em decorrência da total impossibilidade de recadastrar todos os usuários. Durante todo o dia de ontem a fila no posto Salgadinho (em frente ao PAM) estendeu-se pela Rua Dr. Marinho de Gusmão, prolongando-se por toda a extensão da Rua França Morel em direção à Barão de Atalaia. Cálculos por aproximação davam conta de uma média de 2.500 pessoas na fila. Certos de que só teriam até hoje para efetuar o recadastramento, os usuários madrugaram. Francisca dos Santos, 54 anos, saiu de casa cedo, por volta de 5h, para o recadastramento dos cartões dos filhos. Chegou ao posto do Salgadinho às 6h e já pegou a fila dobrando a esquina da Rua França Morel. Às 11h45 ela estava perto do portão de entrada, mas ainda teria que esperar cerca de 300 pessoas que faziam filas em ziguezague do lado de dentro do prédio. Maria José dos Santos, 45 anos, estava mais perto, mas bastou dirigir-lhe a palavra, ela caiu em prantos, visivelmente nervosa. É hipertensa, mostrou o cartão, mas não foi considerada, teve de passar a manhã inteira na fila, enfrentando o calor e o sol quente. ?Fui humilhada, tive de ouvir desaforos e ainda estou aqui?, desabafou.

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