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Marcha de sem-terra chega hoje a Macei�

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BLEINE OLIVEIRA Cerca de dois mil trabalhadores rurais, entre sem-terra, posseiros e assentados, chegam hoje a Maceió e se instalam nas proximidades do campus da Universidade Federal de Alagoas. Eles foram mobilizados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para participar de audiências com dirigentes públicos estaduais e de ato público que marca a passagem, na próxima quinta-feira, do Dia Internacional Contra a Violência no Campo. Desde o último domingo os trabalhadores marcham em direção a Maceió, portando bandeiras do Brasil, pela Paz, do MST e da CPT. Eles saíram de Murici, passaram por Messias e Rio Largo. Amanhã, os camponeses deixam o campus da Ufal e marcham em direção ao centro da cidade, onde acompanham a audiência que os dirigentes dos movimentos terão com o governador Ronaldo Lessa e secretários de Estado, no Palácio Floriano Peixoto. Audiência Na audiência, revela Carlos Lima, coordenador da CPT, será entregue ao governador uma pauta de reivindicações. Os camponeses pedem que o Estado firme convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para liberação de técnicos agrícolas. ?Queremos que os técnicos do Estado auxiliem o Incra, acelerando os processos de reforma agrária?- disse o coordenador. Os trabalhadores pedem, ainda, a liberação de sementes de milho e feijão, crédito complementar para projetos de habitação, construção de creches, construção de 150 quilômetros de estradas de acesso aos assentamentos, atendimento médico-odontológico, entre outras. No próximo dia 17, os participantes da marcha vão promover ato público que marca o Dia Internacional Ccontra a Violência. Em seguida, seguem até a sede do Incra, onde, às 8 horas, têm audiência com o presidente do instituto, agrônomo Mário Agra, a quem entregam pauta de reivindicações. Do instituto os camponeses querem o mapeamento fundiário da região Norte, desapropriação de áreas consideradas emblemáticas, construção de casas e postos médicos, regularização de áreas de posseiros, cestas básicas, crédito para fomento, alimentação de custeio, etc. A pauta do Incra contém 13 itens.

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