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‘Dança das cadeiras’ causa insatisfação em delegados

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A dança das cadeiras no quadro de comando da Polícia Civil de Alagoas não tem agradado a todos. Outras medidas administrativas, também. A edição do Diário Oficial do Estado (DOE) da última sexta--feira, 8, traz, nas quatro páginas da publicação destinadas à Delegacia Geral da Polícia Civil de Alagoas, promoções ? seja por antiguidade ou por merecimento ? , além do arquivamento de diversos processos disciplinares. Mas, para alguns, o rigor foi mantido e houve punições com descontos nos salários, que podem comprometer até 16% dos vencimentos, e demissões, medida adotada para punir uma escrivã e dois agentes de polícia. Todos os registros estão na ata da reunião do Conselho Superior de Polícia Civil (Consupoc) realizada no dia 29 do mês passado. Na lista dos punidos, o delegado José Carlos André dos Santos, que atualmente atua em Pilar, conta que está ?indignado? com a punição que sofreu. Segundo ele, não pela penalidade em si, mas pela forma como ela foi estabelecida. Conforme consta na ata, o relator do caso deliberou pelo ?ressarcimento do objeto à administração pública?, no caso, dois coletes à prova de balas que desapareceram da delegacia, porém, sem aplicação de pena de suspensão para o delegado, pois houve entendimento de que o investigado não agiu com dolo. No entanto, a recomendação do relator não foi aceita pelos conselheiros Valdeks Pereira da Silva, Francisco de Assis Amorim Terceiro, Aydes Ponciano Dias Júnior, Carlos Alberto Rocha Fernandes Reis, Antônio Carlos de Azevedo Lessa, Fábio Michey Costa da Silva, Cícero Lima da Silva, Ana Luíza Nogueira de Araújo e Kátia Emanuelly Cavalcante Castro, que compõem o conselho e decidiram, por maioria de votos, pela aplicação de penalidade de cinco dias de suspensão, convertida em multa de 8,3% sobre o vencimento do servidor, ?sem prejuízo ao serviço público e à ausência ao trabalho?. Cotado para assumir a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), José Carlos André dos Santos confirma que recebeu o convite, porém, recusou. ?Falta confiança na atual gestão, inclusive por fatos como essa punição?. O delegado conta ainda que, ao ser convidado para comandar a DRN, lhe foi prometida uma reanálise da punição e uma promoção por merecimento, propostas, segundo ele, também recusadas. O delegado recorrerá pelos caminhos legais. Há mais de quatro anos a DRN é comandada pelo delegado Gustavo Henrique, que contou não saber de nada nem ter sido informado sobre mudanças envolvendo seu nome. De toda forma, Gustavo Henrique afirma que está pronto para qualquer missão que lhe for designada. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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