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Equipe volta a fazer estudos no Pinheiro

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Nessa segunda-feira, 18, uma equipe de especialistas de diversos Estados vai percorrer toda a área onde, desde fevereiro último, estão surgindo crateras e fissuras, problema que está intrigando os maceioenses. Participam da equipe geólogos e outros profissionais dos órgãos envolvidos nos estudos que tentam encontrar uma solução para o problema que afeta dezenas de famílias. Estarão em Maceió técnicos do Serviço Geológico do Brasil ? a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, chamada CPRM, da Agência Nacional de Minérios, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Defesa Civil Nacional. A eles, se juntarão os especialistas alagoanos que, desde o início do problema, atuam no apoio às famílias atingidas. ?É o começo do plano de ação que foi montado para se encontrar uma resposta e as soluções?, disse, ontem, o secretário-adjunto especial de Defesa Civil municipal, Dinário Lemos. Segundo ele, os moradores do bairro do Pinheiro, dos conjuntos Jardim Acácia e Divaldo Suruagy, da Praça Arnon de Mello e da Avenida Francisco Amorim Leão ? cujos imóveis estão na área das fissuras e crateras ? devem aproveitar a passagem da equipe para relatar os fatos e situações que enfrentam desde o início do problema. ?Vai ser criado um banco de dados. Por isso é importante que falem, que nos chamem para mostrar onde há danos?, disse Dinário. A área da Francisco Amorim Leão, próximo ao trecho chamado Jardim Alagoas, foi recentemente atingida. Ali, fica o condomínio Espanha, onde o espaço do estacionamento e da piscina apresenta rachaduras. ?Esse condomínio está na faixa de monitoramento?, confirma o secretário-adjunto. ?A situação é muito grave. Estamos ainda mais apreensivos com a proximidade do período de chuvas, porque quando chove ninguém consegue dormir?, afirma a síndica do Espanha, Piedade Melo, mostrando os estragos no muro e no piso do estacionamento. Segundo ela, a fissura destruiu a fossa séptica do condomínio, exigindo 8 caçambas de areia para ser encoberta. ?Chegamos a pensar que o condomínio seria dividido ao meio!?, relata. O secretário-adjunto explica que, logo que começaram as investigações sobre as causas das alterações no solo da área que vai da região por trás do Cepa até as proximidades de um estabelecimento comercial de varejo, localizado próximo à Avenida Fernandes Lima, moradores relataram que os problemas são antigos, remontam ao ano de 2008. Mas, só no início deste ano (fevereiro), quando foi registrado um tremor de terra de 2,5 na escala Richter nessa região, ganhou proporção tão grave.

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