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Tolerância é ‘zero’, assegura SSP

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O secretário-executivo de Polícia de Segurança Pública de Alagoas, Manoel Acácio Júnior, assegurou, ontem, que a pasta vai ter uma postura de ?tolerância zero? para os policiais militares que estiverem fazendo parte de grupos de extermínio no Estado. Acácio destacou que a SSP vem trabalhando para garantir o direito à vida dos alagoanos, inclusive agindo para evitar a realização de planos de assassinatos que são descobertos por meio do trabalho do setor de Inteligência. ?Se houver esse tipo de comportamento dentro da polícia, não vamos aceitá-lo. Haverá a devida punição?. De acordo com o secretário-executivo, a SSP não vai tolerar nenhuma postura de qualquer agente da Força de Segurança que esteja agindo fora da lei, sobretudo executando pessoas em nome do Estado. Acácio demonstrou que as ações da pasta são no sentido de assegurar a vida, seja ela de ?pessoas de bem, criminosos, traficante, ou chefe de facção?. Ainda de acordo com ele, a vida deve prevalecer. ?Em nome da SSP, garanto que essa postura não será aceita. Se houver dentro da polícia homens que estejam praticando esse tipo de ato, que para mim também é de faccionado, vai ser responsabilizado?, destacou Acácio, acrescentando que acredita na investigação que está sendo realizada pelo Ministério Público. A Corregedoria Geral da Polícia Militar de Alagoas também está investigando a suspeita de que militares estão matando jovens na periferia de Maceió. A suposta existência de um grupo de extermínio atuando na capital levou o Ministério Público Estadual (MPE) a solicitar do comandante- -geral, coronel Marcos Sampaio Lima, e do corregedor-geral da PM, coronel Reinaldo Cavalcante, providências administrativas que possam ajudar na identificação dos supostos envolvidos. O promotor de Justiça Magno Alexandre, da 62ª Promotoria, responsável pelo controle externo da atividade policial militar, revelou, ontem, que cobrou do Comando Geral e da Corregedoria providências acerca da ação de seis PMs, identificados como suspeitos de serem integrantes do grupo que já teria assassinado nove jovens, crimes com modus operandi bastante similar. ?A fase é investigativa. Identificamos nomes e agora trabalhamos para detectar pontos de ligação entre eles. * Sob supervisão da editoria de Cidades

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