Cidades
Conseg criará força-tarefa para investigar grupo de extermínio
O Conselho Estadual de Segurança (Conseg) vai propor a criação de uma força-tarefa para esclarecer a suposta existência de um grupo de extermínio formado por policiais que estaria agindo em Maceió. O conselho, a quem cabe, entre outras atribuições, analisar reclamações contra integrantes das polícias alagoanas, convocou todos os órgãos da estrutura de segurança pública para uma reunião no dia 4 próximo, quando a suspeita da ação criminosa será analisada. Ontem, o vice-presidente do Conseg, advogado Antônio Carlos Gouveia, o Cacá, confirmou a convocação das autoridades responsáveis pela segurança pública, do secretário Lima Júnior aos corregedores das polícias Militar (PM/AL) e Civil (PC/AL). A lista de convocados inclui ainda o comandante-geral da PM e o delegado-geral da PC. A reunião, que será a portas fechadas, está marcada para as 9h, no salão Aquatune, no Palácio República dos Palmares, sede do governo alagoano. ?Estamos diante de uma situação gravíssima [o desaparecimento de nove jovens] e de uma suspeita absurda, de que policiais estariam agindo à margem da lei. Isso é inadmissível?, afirmou o vice-presidente do Conseg, ao anunciar a criação da força-tarefa, que vai incluir também representantes do Tribunal de Justiça e do Ministério Público Estadual, provavelmente o promotor Magno Alexandre, que investiga a suspeita de existência do grupo de extermínio. Inicialmente, ressalta Cacá Gouveia, a reunião servirá para esclarecer a suposta existência do grupo que seria responsável pelo desaparecimento de nove jovens, que sumiram depois de serem abordados supostamente por policiais. A primeira ação do Conseg é definida como ?constatação de evidências?, quando as partes envolvidas relatam o que fizeram diante das denúncias. Foram as queixas de familiares sobre o desaparecimento de nove jovens que levaram o Ministério Público de Alagoas a iniciar uma investigação sobre a suposta existência do grupo de extermínio. A investigação do MP foi revelada em reportagem especial da Gazeta de Alagoas, que desde então tem sido o instrumento que familiares das vítimas têm usado para cobrar o esclarecimento dos fatos relacionados ao desaparecimento dos jovens. ?Esses desaparecimentos são graves. O Estado precisa dar uma resposta a essas famílias?, afirmou o vice-presidente do Conselho. Segundo ele, essa ?pauta será enfrentada doa em quem doer?. O sumiço de nove pessoas e a suspeita de que elas teriam sido vítimas de um grupo de extermínio formado por policiais exigem, segundo Cacá Gouveia, a ação conjunta da estrutura policial.