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Entidades discutem a��es para retirar menores das ruas

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Cerca de 40 entidades de defesa da criança e do adolescente participaram, ontem, de uma reunião para avaliar o documento final tirado do I Seminário de Avaliação das Ações Desenvolvidas com Crianças e Adolescentes em Situação de Risco Pessoal e Social no Centro de Maceió, realizado no início deste mês. Na ocasião, a prefeita Kátia Born, secretários do Estado e do município, representantes do Ministério Público e do Unicef no Nordeste avaliaram todas as experiências existentes, incluindo os erros e acertos, com a finalidade de buscar propostas sustentáveis para a inclusão social dos meninos e meninas, concentrando as ações na Praça dos Martírios, onde 47 pessoas (a maioria adolescente), vivem permanentemente, desde a infância. A maioria é usuária de drogas e alguns portadores de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive HIV. A presidenta da Fundação Municipal de Apoio à Criança e ao Adolescente (Funacriad), Tereza Nelma da Silva Porto, juntamente com a representante do Unicef no Nordeste, Josefa Marrato, e o promotor da Infância e Adolescência, Luiz Medeiros, apresentam um diagnóstico dos pontos críticos que impedem o avanço de determinadas ações e seus resultados. Estrutural Na avaliação de Tereza Nelma, o maior problema é estrutural. Falta de emprego e de moradia, que desestruturam famílias, levando as crianças a morar nas ruas, e a falta de local para alojá-las ao serem retiradas das ruas. ?Falta essa retaguarda, mas alguns passos importantes já estão sendo dados. A prefeitura já autorizou a Casa de Passagem Feminina, o abrigo para crianças de 0 a 6 anos, a descentralização dos conselhos tutelares da Criança e do Adolescente e a eleição do Conselho Tutelar do Centro da Cidade?, diz Tereza Nelma. Ela destaca, ainda, o encaminhamento de adolescentes (já foram seis) para a Fazenda Esperança, em Garanhuns, para tratamento de drogados. ?Nosso principal objetivo é conseguir a implantação de serviços de tratamento para drogados em Maceió. Para isso, é necessário uma chácara ou fazenda para atender os menores. Vamos discutir com o governo um espaço para iniciar esse serviço. O maior problema não é retirar os menores das ruas, mas sim incluí-los na sociedade. Primeiramente, queremos resolver o problema dos que vivem na praça, em seguida, partir para os demais locais.

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