Cidades
Alagoas perder� mais de 60% das verbas do FAT
O corte de mais de 60% no Orçamento da União, referente aos recursos destinados a Alagoas, para o Fundo de Amparo ao Trabalhador, vai inviabilizar projetos para a capacitação e inserção do trabalhador no mercado de trabalho, como por exemplo o projeto Primeiro Emprego. A afirmação é do secretário estadual do Trabalho, Emprego e Renda, Corintho Campelo. ?Esse corte orçamentário não só vai inviabilizar os projetos a serem implantados em Alagoas, como nos demais estados brasileiros?, lamentou. Em 2002 estavam previstos no Orçamento recursos da ordem de R$ 350 milhões. Para este ano, o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso destinou R$ 167 milhões, mas, segundo Campelo, os secretários de Trabalho de todo o País foram surpreendidos com mais um corte. ?Desta vez, o governo Lula quer reduzir os valores para R$ 53 milhões. Isso inviabilizará todos e quaisquer projetos voltados ao trabalhador brasileiro?, explicou. Corintho Campelo disse que a secretaria estava contando com esses recursos para a implantação do Projeto Primeiro Emprego, destinado a jovens de 16 a 24 anos. ?Agora ficou difícil. É realmente um agravante para o setor de emprego e renda?, afirmou. No Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Maceió e nos dez municípios pólo, há 67 mil trabalhadores inscritos. Desse total, 29 mil são jovens tentando entrar no mercado de trabalho, que, segundo ele, ficarão prejudicados. Apelo Campelo informou que os secretários de Trabalho do Brasil estiveram reunidos, recentemente, em Brasília, com o ministro do Trabalho, Jacques Wagner, com o presidente do Senado, José Sarney, e representantes da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, com a finalidade de fazer um apelo para que o corte não seja efetuado. ?Enviamos um documento oficial à bancada federal de Alagoas (deputados e senadores) para que interceda, com o objetivo de não haver o corte orçamentário?, revelou. Inclusive, segundo ele, o ministro Jacques Wagner e o presidente do Senado teriam se mostrado sensíveis à situação. ?Na próxima semana, vamos voltar a nos reunir (secretários e ministro), desta vez no Mato Grosso, para discutir esse assunto?, finalizou. (FM)