Cidades
Alagoas tem mais de 2 mil presos no semiaberto
Há quase uma década, Alagoas desativou a única unidade que existia para cumprimento de pena do regime semiaberto. Desde então, com a progressão, os presos vão para casa, a chamada prisão domiciliar. Mais de 2 mil estão nessa condição atualmente. Ou seja, parte desses detentos retorna ao convívio social sem ressocialização, e o resultado disso é que muitos voltam a praticar crimes. Não há fiscalização eficaz por parte do Judiciário ou do Executivo sobre a vida desses que deixaram prematuramente o sistema prisional. Na avaliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), essa situação afeta diretamente a segurança pública. A ausência de um espaço para acolher os presos do regime semiaberto contribui para o aumento da violência e a sensação de impunidade. Essa é a avaliação do juiz José Braga Neto, da Vara de Execuções Penais. ?Isso é um dos fatores que contribuem para o aumento da violência no Estado de Alagoas. No semiaberto, eles ficam presos, com saídas autorizadas. Ele tem que comprovar que tem emprego, fica na maior parte do tempo recolhido, sim. Mas aqui em Alagoas não há isso. Há uma relação entre a falta de unidade de semiaberto, a violência e uma sensação de impunidade?, afirma o magistrado.