Cidades
Ibama é lar de macaco quase extinto em Alagoas
Aos gritos e saltando de um lado para o outro, como se pedisse socorro ou carinho, resiste num dos viveiros do Centro de Triagem de Animais Silvestre (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) um dos últimos exemplares da espécie macaco-prego-galego (Sapajus flavius), batizado de ?Chico? pelos biólogos, veterinários e tratadores. Famílias imensas dos ancestrais de Chico viviam na caatinga do Semiárido e em trechos da Mata Atlântica do litoral alagoano. Com o desmatamento acelerado, o crescimento da especulação imobiliária e o tráfico de animais silvestres, a espécie praticamente desapareceu. Raramente é visto um exemplar nos territórios naturais. Na fase adulta, o primata mede de 36 a 40 centímetros. A alimentação preferida inclui frutas, pequenos animais invertebrados e vertebrados. Se move na natureza com extrema facilidade, percorre longas distância e com muita rapidez. Chico chegou ao Cetas ainda bebê, foi entregue por uma pessoa não identificada.