Cidades
SAÚDE PÚBLICA AGONIZA EM AL
Sufoco e desespero! Isso resume o drama de quem depende dos hospitais da rede pública estadual. Os que necessitam de cirurgia eletiva não têm nem previsão, atesta o Conselho Regional de Saúde ao confirmar a ?crise? na saúde pública. No Hemocentro de Alagoas paredes mofadas, problemas de infiltrações, falta de insumos e irregularidades na rede elétrica. No Hospital Hélvio Auto, alguns exames estão suspensos, como endoscopia e colonoscopia, por falta de uma fita que custa R$ 150. Na quinta-feira, 16, no Hospital Geral do Estado (HGE), o esforço dos profissionais não foram suficientes para assegurar a normalidade. Pelos corredores, cenas dramáticas de pacientes em macas e enfermarias lotadas. Isso ocorre no momento que o Estado investe mais de R$ 180 milhões do Fundo de Combate a Pobreza (Fecoep) e recursos próprios na construção de cinco hospitais na capital e interior do Estado. O atendimento é precário no HGE e no Hospital de Emergência do Agreste ? os dois maiores pronto-socorros de Alagoas. O Hospital Geral, por exemplo, atende a cerca de 13 mil usuários ao mês, sendo mais de 600 nos fins de semana. O drama pode afetar qualquer pessoa, independentemente da condição social.