Cidades
Centro de Maceió precisa passar por reinvenção
?Olha a capa pra celular a dez reais!?, ?Macaxeira é dois (reais), o quilo!?, ?Confecções e meias baratinho, façam fila!?, ?Hoje tem camarão, peixe fresco!?, ?Brinquedos importados por cinco reais!?... Aos gritos, os camelôs e feirantes oferecem frutas, verduras, brinquedos, eletrônicos, produtos importados na porta das lojas e nas ruas mais movimentadas no centro do comércio tradicional de Maceió. A gritaria no calçadão é interrompida com a chegada dos fiscais (os rapas) e dos guardas municipais, que trabalham sem parar para tentar evitar a proliferação do comércio informal. A todo instante é um corre-corre danado que espanta o consumidor habitual, atrapalha o turismo na região e causa prejuízos. Os lojistas defendem a ação; reclamam da carga de impostos que pagam mensalmente e são obrigados a disputar o consumidor com os ambulantes que se instalam em suas portas sem pagar nenhum tributo.