Cidades
Saúde e Educação registram mais casos

Rildo Bezerra é diretor do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Alagoas (Sineal) e trabalha no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele confirma que é muito comum a agressão aos enfermeiros, mas não só por parte dos pacientes, também praticada por outros profissionais da área. ?Em Arapiraca, recentemente, uma técnica de enfermagem foi agredida por um profissional médico. Já na UPA do Trapiche teve uma médica que assediou uma equipe de Enfermagem. Isso não deixa de ser uma agressão. É uma agressão moral?, detalha Rildo. Segundo o diretor do Sindicato dos Enfermeiros, além da sobrecarga de trabalho e baixos salários, há ainda agressões física e psicológica. ?Às vezes o profissional é agredido, mas não quer prestar queixa por medo de retaliação. Os casos acontecem com mais frequência nas emergências e nas UPAs, que são recordistas, creio eu que por causa da grande demanda, muito atendimento para pouca estrutura. Aí estressa o paciente e a equipe?, afirma Rildo Bezerra. Em se tratando de unidades básicas de saúde, na opinião do sindicalista, falta reforçar a segurança desses pontos com mais apoio da Guarda Municipal. ?Se tratando de emergência, o fluxo é muito alto, então a equipe não consegue dar conta. O paciente se estressa e chega ao ponto de agredir. Na UPA do Benedito Bentes acontece direto. Quando chega tem a classificação de risco e muita gente não entende. As unidades básicas de saúde não dão suporte à comunidade e a comunidade corre toda para as UPAs. O paciente agride quem está lá na ponta, que é o enfermeiro?, lamenta Rildo Bezerra. ESCOLA Doutorando em Educação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o pedagogo Luciano Amorim é professor do Campus em Arapiraca e conta que já acompanhou casos de agressão de profissionais que atuam na rede pública de ensino. ?É preciso entender a questão da violência como um processo social. A gente esquece que a violência é algo que é externo e na escola isso pode se potencializar ou não. A gente já acompanhou algumas situações e quando a gente tenta resolver descobre que o único diálogo que a criança e o adolescente tem é a violência?, destaca Luciano Amorim.