Cidades
Expansão do ensino militar divide opiniões
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) se diz contrário à nova diretriz estipulada pelo governo Bolsonaro para o Ministério da Educação (MEC) que abre caminho para o órgão privilegiar, especialmente, instituições de ensino militares. A primeira medida provisória do presidente (MP 870/19) institui um novo parágrafo sobre as atribuições da pasta que afirma que ?para o cumprimento de suas competências, o Ministério da Educação poderá estabelecer parcerias com instituições civis e militares que apresentam experiências exitosas em educação?. Para a presidente do Sinteal, Maria Consuelo Correia, a expansão do método de ensino militar não é o adequado para resolver questões de alunos indisciplinados no Brasil, como vem declarando Bolsonaro. ?Nós temos problemas maiores do que militarizar as escolas. Nós já saímos de um regime militar e o que nós educadores queremos agora é um espaço democrático onde tenhamos autonomia pedagógica e pluralidade de ideias?, observou. Ainda de acordo com Consuelo, implantar o novo método de ensino nas escolas públicas e estaduais com o objetivo de resolver problemas como o da violência e indisciplina ?é uma lei do engano?.