Cidades
Braskem e Casal são investigadas por problemas no bairro do Pinheiro
Numa reunião reservada com a direção técnica e operacional da Braskem, da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), técnicos da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e da Defesa Civil Nacional e de outros órgãos cobraram das duas empresas os estudos e relatórios conclusivos sobre exploração de sal-gema e do lençol freático de Maceió. Apesar de não haver avaliação conclusiva, os técnicos federais suspeitam de que o problema que provoca rachaduras nos imóveis e afundamento de ruas e pisos das residências pode estar ligados à atividade das duas empresas. Na reunião fechada que aconteceu na sala de eventos da prefeitura, os especialistas dos órgãos federais revelaram que investigam quatro hipóteses para o problema que gera medo e levou cerca de 500 famílias a abandonar seus imóveis: exploração de sal-gema em minas localizadas próximas aos bairros do Pinheiro e Mutange, o rebaixamento do aquífero por conta da exploração desordenada de água por sistema de poços, falhas no sistema de saneamento da região com vazamentos de tubulações e, por fim, um somatório de ocorrências que teriam comprometido a geografia da região.