Cidades
Moradores do conjunto Divaldo Suruagy,no Pinheiro,vivem momentos de incerteza
As pessoas que moram em 490 unidades habitacionais localizadas na área vermelha do bairro do Pinheiro têm de deixar seus imóveis e buscar lugar seguro antes da chegada da quadra chuvosa. O alerta é o do secretário-adjunto da Defesa Civil municipal, Dinário Lemos, depois de identificar que alguns moradores se recusam a sair dos imóveis. Nas três áreas críticas, há cerca de 2 mil residências entre apartamentos, casas e mais de 21 mil moradores. Há um ano, os problemas geológicos no bairro começaram a se agravar com registros de tremores fortes, rachaduras ? algumas com mais de cinco centímetros em apartamentos, casas, muros e ruas. Os canos de água da região também não resistem e se rompem com frequência. Os técnicos do Serviço Geológicos do Brasil (SGB) já detectaram uma fenda na terra. Não se sabe ainda a dimensão da fenda nem a profundidade. Muitos menos as causas. Há indicativos de que os problemas geológicos têm mais de 20 anos. Existem relatos de moradores antigos de pequenos tremores na região. No começo deste ano, a Defesa Civil de Maceió, ao perceber que os moradores, havia um ano, faziam reparos e amarrações nas estruturas dos imóveis para conter o aumento das rachaduras e evitar desabamentos, elaborou um mapa com três trechos da situação geológica na região. O mapa apresenta cores vermelha, laranja e amarela para expor a gravidade.