Cidades
Exploração se baseia em antigos poços abertos pela Petrobras

Na longa audiência no MP, os representantes do MP fizeram diversos questionamentos para tentar entender o silêncio da empresa nos últimos anos sobre a operacionalidade industrial. O procurador-geral questionou, novamente, se antes da perfuração dos poços na região do Pinheiro a empresa fez análise do solo para comparar como era há 40 anos e como é hoje. Ele cobrou inclusive se os técnicos tinham análise ou estudos do terreno onde foram perfurados os poços. Os responsáveis pelas operações tentaram desviar o questionamento explicando que, do ponto de vista técnico, os poços não tem nenhum tipo de fratura ou rachaduras. Em seguida, o chefe do MP questionou as condições do solo e as consequências de uma possível fenda no subsolo da região onde estão os cinco poços. Outra vez, os técnicos tentaram desconversar e disseram que desconheciam fratura no poço e descartaram tal possibilidade. Daí o procurador de Justiça repetiu o questionamento e desta vez de forma taxativa. ?Estou querendo saber o seguinte: antes de você fazerem o poço lá [no Pinheiro] vocês não fizeram uma análise prévia da região??. Os técnicos fizeram uma pequena pausa, olharam entre si e admitiram que ?não?. Eles confirmaram também que desconheciam a existência de pequenas fissuras no subsolo da região?. Segundos os técnicos, os órgãos federais estão investigando o que ocorre no solo daquele bairro.