Cidades
População ignora consequências de rompimento das barragens
Se uma das grandes ou médias barragens, públicas ou privadas, de Alagoas se romper, quais as consequências? Como as pessoas devem se livrar do perigo? A população desconhece. O órgão responsável pela fiscalização e outorga, no caso a Semarh, também. ?Esse tipo de estudo deve ser realizado, juntamente, com o Plano Nacional de Segurança de Barragens?, adiantou o superintendente de Recursos Hídricos da Semarh. Gustavo Carvalho, em entrevista à Gazeta de Alagoas. O Plano de Segurança determina que as empresas, públicas ou privadas, que administram as barragens, devem fazer avaliações periódicas e ter um plano de contingência para mitigar os danos em caso de acidente ou rompimento. Uma das grandes barragens na região de Maceió, a da usina Cachoeira do Meirim, com mais de 4 quilômetros de extensão, em caso de rompimento causaria transtornos às comunidades do litoral norte da cidade, como Saúde, Ipioca, Riacho Doce. A maioria dos moradores daquelas comunidades de pescadores desconhece inclusive a existência do reservatório, que é considerado como seguro e não consta na lista de risco dos órgãos fiscalizadores, disse um dos líderes comunitários da região, Almir dos Santos Silva. Os responsáveis pela usina preferiram evitar comentários sobre a barragem. Mas, por meio de nota, adiantam que ela obedece aos padrões técnicos previstos pela legislação específica. Gustavo Carvalho também assegurou que a barragem ?Senador Carlos Lyra?, da Cachoeira do Meirim, não é motivo de preocupação. ?Temos outras barragens mais preocupantes. São aquelas de indústrias que pararam de funcionar, como as do grupo João Lyra. Mas são barragens pequenas?, tranquilizou.