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Duplicação de BR tem trecho parado por impasse com índios

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A mesma coisa acontece com a duplicação da BR 101. Um trecho de aproximadamente de 10 quilômetros está paralisado entre os municípios de Joaquim Gomes e Flexeiras. Esse trecho passa pelas terras dos índios Wassus, da Aldeia Cocal. As lideranças indígenas impedem a duplicação naquele trecho da rodovia porque, segundo eles, o governo federal prometeu compensações para mitigar prejuízos ambientais com doação de caminhões, máquinas agrícolas, construções de casa de artesanato, de escola, fábrica de doce, entre outros bens, e metade do combinado há quatro anos ainda não teria saído do papel. Isso sem contar com projetos de habitações rurais em áreas indígenas que também estariam emperrados por falta de recursos. Para o presidente do Tribunal de Contas de Alagoas, o Canal do Sertão e a duplicação da BR são os projetos mais emblemáticos para o desenvolvimento e envolvem muito dinheiro público. Segundo o conselheiro Otávio Lessa, o Canal do Sertão tem demandas judiciais, o TCU recentemente liberou trechos que apresentaram problemas de custos e foi pedido inclusive depósito da própria empresa para garantir a continuação da obra, e a empreiteira assegurou que não havia superfaturamento. ?Hoje, o Canal do Sertão enfrenta entrave relativos à mudança do governo federal, mas a obra não parou. Porém enfrenta as consequências das dificuldades financeiras do País?, afirmou Lessa ao dizer que acredita que o CNJ terá atuação importante no sentido de garantir a continuação do canal no ritmo mais ágil e exigir o cronograma de conclusão. Para Lessa, o entrave entre as lideranças dos índios Wassus, a Funai e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), que emperra a duplicação da BR 101, deverá ser superado também com a ajuda do CNJ. ?A gente entende a posição dos índios. Mas, na minha opinião, não é possível deixar de concluir a duplicação de uma rodovia tão importante para o País por causa de 10 quilômetros e de acordos que já deveriam ter sido resolvidos?. O conselheiro acredita que os órgãos federais serão chamados para resolver o problema que hoje causa prejuízos aos motoristas vítimas de acidentes e assaltos constante na região, ao estado de Alagoas e também para os cofres do governo federal, que terá de fazer novos contratos para concluir a duplicação em Alagoas.

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