Cidades
Falta de agentes provoca mortes e fuga em presídios
Dos 1.200 agentes penitenciários concursados de Alagoas que cuidavam de 1.700 presos há 18 anos, hoje a Secretária de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) conta com 615 para manter 6.500 presos. Os números constam de levantamento feito pelo G1, com base em informações da Seris e dados fornecidos pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen) sobre a situação em oito estabelecimentos penais de Maceió e outro no município de Girau do Ponciano, na região do Agreste. A segurança interna reduzida favorece a ocorrência de brigas entre grupos de facções rivais e mortes. No ano passado, ocorreram oito assassinatos dentro do sistema. Os agentes confessam que é tenso trabalhar no sistema que tem a metade do efetivo mínimo necessário e cobram concurso publico urgente para restabelecer o quadro inicial de 1.200 profissionais. Eles criticaram também a terceirização no setor, improvisação da segurança dos presídios e a implantação do modelo terceirizado no Agreste. ?O restabelecimento do quadro efetivo vai resultar num esquema de segurança melhor e em economia para o Estado?, avaliou o presidente do Sindapen, Cleiton Anderson Bertoldo Pessoa.