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RESIDÊNCIAS ENFRENTAM PRECONCEITO E BUROCRACIA

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As sete Residências Terapêuticos não funcionam como hospitais psiquiátricos, afirmam os moradores, psicólogos e enfermeiros que participam desse projeto. Segundo eles, são casas alugadas e ocupadas por pessoas que viveram como internos de longa permanência dos hospitais psiquiátricos de Alagoas. Entre os maiores problemas enfrentados pelos moradores das casas se destacam: o preconceito de alguns vizinhos e a burocracia dos hospitais públicos, que não têm emergência psiquiátrica para receber e cuidar da pessoa em surto. A cidade conta com cinco Centro de Atendimento Psiquiátricos (Caps) e o Portugal Ramalha, que é o único com capacidade para atendimento de emergência psiquiátrica em turno de 24 horas. A Associação dos Usuários e Familiares dos Serviços de Saúde Mental de Alagoas (Assuma) é uma Organização Social (OS) que administra as sete Residências Terapêuticas (RTs): quatro masculinas e três femininas. A entidade também reclama da falta de emergência psiquiátrica nos hospitais públicos. Hoje são 70 moradores das Casas Terapêuticas. Cada uma tem despesa mensal de R$ 30 mil, confirmou a coordenadora geral das Residências, Telma do Nascimento Vieira, ao revelar que a OS criada por ela e outros parceiros pressiona a Secretaria Municipal de Saúde a abrir novas casas a fim de retirar ?todos? os pacientes internos dos hospitais mantidos pelo SUS em regime de longa permanência. Estima-se que 60 pessoas ainda estão internas em longa permanência dos hospitais Ulysses Pernambucano, Miguel Couto, Portugal Ramalho. Isto sem contar aqueles que cumprem pena no Manicômio Judiciário. Levando-se em conta que cada casa abriga até dez pessoas, é necessário no mínimo mais seis residências para acabar definitivamente com as chamadas ?prisões psiquiátricas? institucionalizadas. Pior é a situação do Manicômio Judiciário, que tem condenado prestes a sair e não existe local adequado para abrigá-los. Hoje, resta apenas o abrigo do Frei José, no bairro do Tabuleiro do Martins, que acolhe indigentes, idosos rejeitados pela família e ex-internos do Manicômio sem referência familiar. ?As famílias dessas pessoas não sabem o que fazer e não querem levá-los para casa. Justificam que alguns quando estão em casa rejeitam a medicação e daí voltam a entrar em crises, vão parar na rua onde entram em conflitos com outras pessoas?.

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