Cidades
HOSPITAIS ADOTARAM NOVO MODELO DE ATENDIMENTO
Hoje, os três hospitais psiquiátricos funcionam com outro modelo de atendimento. O Ulysses Pernambucano tem 160 leitos mantidos pelo SUS. Os pacientes de lá são tratados em sistema rotativo e não tem mais internos de longa permanência. Cada pessoa pode ficar, no máximo, três meses, a depender do quadro de saúde mental. A maioria dos assistidos mantém vínculo familiar, vai para casa e volta para continuar tratamento. Os outros hospitais funcionam com modelo semelhante de atendimento. Mudaram a designação de ?paciente? para moradores temporários. O hospital Portugal Ramalho está com 160 leitos do SUS. O Miguel Couto também funciona com 160 leitos rotativos. Por outro lado, o modelo de Residências Terapêuticas só funciona na capital. Em caso de surto ou outros sintomas, o atendimento dos moradores das casas é garantido por cinco Centros de Atendimento Psicossocial (Caps). Os ambulatórios dos centros funcionam em turno de 24 horas. A prefeitura promete abrir mais dois centros, provavelmente este ano. O funcionamento dos Caps praticamente excluiu a possibilidade de longa internação porque a pessoa recebe o tratamento e depois retorna às casas das famílias ou às RTs. O hospital Portugal Ramos mantém 20 internos de longa permanência por falta de alternativa e é o único que funciona no Estado com emergência psiquiátrica por causa da falta leitos de atendimento psiquiátrico nos hospitais de clínica geral da rede pública estadual. Neste momento, os profissionais de saúde mental de Maceió tentam uma articulação com o Estado para criar a regulação da porta de entrada das urgências. Segundo a enfermeira Amanda Aparecida de Araújo Braga, técnica responsável pela desinstitucionalização da Gerência de Atenção de Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde, a regulação vai assegurar o serviço do Caps perto da moradia da pessoa que necessita de atendimento. ?Para a pessoa com necessidade de tratamento e de atendimento voltado à saúde mental, é importante que haja serviço perto de casa, da família e de forma mais humana. Isto, também, os hospitais públicos?.