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Rios e mares continuam castigados pela poluição

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A poluição nos rios chega latente no mar, que recebe esgoto não tratado ? oriundo da metade da população brasileira que não dispõe de saneamento básico ? contaminando o que vem pela frente. Continuamos tratando muito mal a água. E no dia dedicado a ela ? 22 de março ? fica a impressão que avançamos, mas uma evolução ainda lenta. Todos os anos, dez milhões de toneladas de plástico vazam para os oceanos, matam animais e adoecem homens. De acordo com o relatório da World Wide Fund for Nature (WWF) ? divulgado este mês ? mais de 104 milhões de toneladas de plástico vão poluir os ecossistemas até 2030, caso nenhuma mudança aconteça na nossa relação com o material. O levantamento também aponta que o Brasil é o quarto maior produtor desse tipo de lixo no mundo. PLÁSTICO O Brasil ? segundo dados do Banco Mundial divulgado pelo WWF ? produz, em média, aproximadamente 1 quilo de lixo plástico por habitante a cada semana. A análise comparativa foi feita em mais de 200 países. A bióloga Silvanise Marques é uma das fundadoras do Instituto Biota de Conservação (ICMBio) e fala dos avanços que tem percebido ao longo dos últimos dez anos, desde que iniciou esse trabalho. ?Nós percebemos que é um trabalho muito minucioso, de formiguinha mesmo, mas que está evoluindo. A gente percebe que a população está mais preocupada mesmo em contribuir com a preservação do meio ambiente em relação aos resíduos sólidos?, declara a bióloga. ANÁLISE DA ÁGUA PREOCUPA Na avaliação dela, há uma evolução mesmo lenta na preocupação com o meio ambiente. ?Nós fazemos uma análise mensal no programa observando os rios, então atualmente a Biota está com dois pontos, do rio do Riacho Doce e do Pratagy. A gente observa que as análises da água sempre dão regular ou ruim. A gente percebe que o que predomina é regular. Como cresci em Riacho Doce alcancei o rio completamente potável, dava para todos os fins. Hoje virou um esgoto, porém, ainda tem bastante oxigênio na água?, lembra Silvanise Marques. ?A gente sabe que todos os rios deságuam nos oceanos, então a contaminação dos rios certamente vão para o oceano. Como o oceano é bem maior, há uma diluição ? que se aplica de não estar tão concentrado ? ou seja a situação do oceano em relação à poluição é tão grave quanto dos rios?, afirma. O mar recebe toda a carga de dejetos, mesmo que visualmente não percebemos isso. ?O poder público tem uma grande importância na preservação do meio ambiente. O saneamento básico deveria ser respeitado. A ocupação é tão desenfreada que não tem como fazer um planejamento?, lamenta a bióloga..

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