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Sinteal aponta falhas até em escolas de tempo integral

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A rede estadual de ensino também está encolhendo. Tinha 334 escolas e hoje tem apenas 310, observou Consuelo, por causa da multiplicação das escolas de tempo integral. ?As escolas que funcionavam em dois turnos com estudantes diferentes e hoje o mesmo estabelecimento tem a metade dos alunos matriculados agora em dois horários?. Conforme dados de 2018, o Estado tem 310 unidades de ensinos fundamental, médio, mais 53 escolas de tempo integral e 180.720 alunos matriculados. De acordo com presidente do Sinteal, na maioria das escolas de tempo integral faltam professores, profissionais de apoio, além de equipamentos e investimentos. A sindicalista, no entanto, aprova o projeto de ?ensino? integral. ?Esse modelo de ensino, em que o aluno durante um turno tem aulas do currículo básico e no outro as disciplinas eletivas como música, teatro, ensino profissionalizante, práticas esportivas, têm tudo para dar certo e pode mudar o perfil social dos jovens, sobretudo daqueles de áreas vulneráveis. Mas, verdadeiramente, falta política pública do Estado que atenda às demandas dos nossos estudantes?. A sindicalista lembrou que existem muitos alunos na rede estadual que são arrimo de família e garantem o sustento dos pais, dos irmãos e por isso precisam trabalhar. ?Nesse formato de escola de tempo integral sem incentivos concretos, ajuda de custo, alguns alunos terminam abandonando a escola por necessidade de sobrevivência?. Segundo a presidente do Sinteal, a evasão escolar é alta, sobretudo em áreas pobres. ?Temos uma escola de tempo integral na Ponta Grossa que registra um elevado número de evasão escolar porque os alunos não conseguem estudar os dois turnos?, lamentou. Existem casos também de escolas em que os alunos passam o segundo turno ociosos no pátio por falta de professores e do pessoal de apoio. ?Isto tem sido uma constante na maioria das escolas de tempo integral?. O número de alunos matriculados varia de acordo com o tamanho da estrutura física de cada escola. Mas gira em torno de 300 a 500 alunos que recebem café da manhã reforçado, almoço, lanche e o café da tarde. Isso quando tem merendeira e auxiliares. Consuelo Correia negou que a maioria das escolas de tempo integral funcione com atividade nos dois turnos. ?Não funciona de jeito nenhum. O que nós desejamos para os filhos dos trabalhadores matriculados é uma escola de ensino integral. Isso é bem diferente de escola de tempo integral?.

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