Cidades
Abrigos enfrentam dificuldades

A maioria das Instituições de Longa Permanência de Idosos [abrigos ou asilos] cadastrados pelos conselhos Estadual e Municipal do Idoso passam pela mesma situação de dificuldade. O pagamento com fornecedores, contas de água, luz, salário de funcionários, despesas com enfermeiros, médicos e cuidadores todos os meses se torna o maior problema para quem administra esse tipo de lar. No Abrigo São Vicente de Paulo, no bairro do Bom Parto, vivem atualmente 27 idosos, todos homens. Lá trabalham 27 funcionários que cuidam diariamente da manutenção e do cuidado dos ilustres moradores. Assim como tantas outras instituições, o Vicente de Paulo sobrevive da doação da população, de empresários e 70% da aposentadoria ou benefícios dos idosos, mas nem todos podem participar de programas com o BPC (Benefício de Prestação Continuada), já que muitos deles nem ao menos possuem documento de identificação e, mais ainda, uma grande parcela desse público é antigo morador de rua, resgatados por abrigos ou através das assistenciais sociais que trabalham pelo poder público. ?A maior despesa que temos hoje é com a folha de pagamento de funcionários. Mas, enquanto eu for diretor do abrigo, não pretendo precarizar o serviço. Mesmo com dificuldade temos conseguido pagar os funcionários e as despesas com manutenção?, disse o diretor do abrigo, Eudes Inácio da Silva. Todas as doações advêm da caridade e do trabalho de telemarketing realizado pelo abrigo. A doação de empresas praticamente não existe. No São Vicente, apenas uma empresa doa um salário mínimo por mês. Apesar da crise financeira pela qual o Brasil passa há anos, Eudes afirma que o povo brasileiro, em especial o alagoano, é caridoso. ?Nós cremos que a caridade não para mesmo com a dificuldade financeira. O povo brasileiro ajuda muito e é caridoso?. Sem muita ajuda financeira do Estado e do município, os abrigos precisam de uma forma ou outra driblar a crise. No abrigo São Vicente de Paulo, para se ter uma ideia, a única ajuda do governo do Estado atualmente vem da campanha Nota Fiscal Cidadã. ?Do Estado, diretamente, nós não temos ajuda. O que recebemos vem pela campanha Nota Fiscal Cidadã. Quando ganhamos, mandamos o nosso projeto, se eles aceitarem, a gente usa o dinheiro exclusivamente no projeto?.