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DELEGADO DEFENDE POSSE, MAS É CONTRA FLEXIBILIZAR PORTE

Vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Alagoas (Sindepol), e delegado de homicídios da cidade de Rio Largo, Lucimério Campos, afirma que defende posição pessoal contrária à flexibilização de que cidadãos comuns possam portar arma de fogo ao andar pelas ruas. ?Acredito que há inúmeros fatores que trariam riscos à segurança das pessoas se elas pudessem andar livremente armadas. Cito, por exemplo, o efeito surpresa - quase sempre em favor do criminoso, que, ao atacar um cidadão, surpreendendo-o armado, certamente provocaria uma tragédia para o indivíduo e para as pessoas que circulam pelas ruas. Há relatos de diversos casos na mídia nacional?. O delegado chama atenção ainda que o porte de arma potencializa brigas banais comuns na vida em sociedade, provocando mortes. ?Recentemente, instauramos inquérito policial em Rio Largo para apurar o assassinato de um jovem de 34 anos em frente a um bar. O autor dos disparos foi outro jovem de 29 anos, defensor do armamento civil, e que sempre possuiu arma e andou armado, tendo antes do crime contra a vida se envolvido em dois episódios com arma de fogo na cidade de Rio Largo. Na madrugada do último dia 11 de março, autor e vítima se envolveram em uma discussão banal no bar e, logo em seguida, o atirador foi ao veículo, apanhou sua arma e atirou contra o seu desafeto, matando-o em plena via pública?. Entretanto, o delegado defende que o cidadão possa ter o direito individual de comprar, possuir uma arma de fogo para defender seu patrimônio e sua família, desde que preencha os requisitos estabelecidos em lei. ?A posse é restrita às dependências da casa ou do comércio do qual seja titular. Penso que isso faz parte da autonomia da vontade de cada um e que o Estado não pode interferir proibindo-a completamente. Não se pode negar que uma arma sempre representa perigo, todavia, se o indivíduo capaz, ciente dos riscos, pretende tê-la em sua casa, para defender seu patrimônio, capacitando-se para isso e observando requisitos legais, deve ele ser autorizado a possuir o artefato.