Cidades
Para especialista, erradicação do Aedes no Brasil é quase impossivel
Luciana Pacheco é gerente médica do Hospital Escola Hélvio Auto e conta que está muito cética sobre a possibilidade de se erradicar o Aedes aegypti no Brasil. ?No meu ponto de vista a dengue não vai sair nunca mais do país, porque tem a ver com a educação do povo e a gente não tem educação. Passa também pela educação ambiental, porque o transmissor é um mosquito que a gente tem em abundância, então se a gente não tomar medidas para diminuir a proliferação do mosquito a gente não vai nunca conseguir controlar a doença. Desde quando a dengue foi reintroduz ida a gente só vê aumentarem os casos, mas claro que é uma doença cíclica. Ainda tem um detalhe é que são quatro sorotipos do vírus, ainda fica mais difícil o controle. A dengue é a que mais mata?, explica Luciana. A médica acrescenta que a dengue continua sendo de maior letalidade. ?A chikungunya deixa as pessoas com dor articular por muito tempo, já a zika tem as complicações neurológicas. Mas, do ponto de vista clínico, a dengue é a mais grave?, afirma. Luciana Pacheco orienta que as pessoas procurem atendimento nos postos de saúde, nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os casos mais graves devem ser encaminhados para internamento e a realização de exames. Dados da assessoria de comunicação do Hospital Escola Hélvio Auto apontam que nos meses de janeiro e fevereiro deste ano foram recebidos na unidade 55 casos suspeitos de dengue, quinze de chikungunya e não houve registro de zika. Já em 2018, foram 164 de dengue, 24 de chikungunya e outros de 17 de zika. A incidência de dengue em Alagoas, este ano, é de 28,2 casos/100 mil habitantes, mas sem o registro de óbitos. Em nota, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que a forma mais eficaz de evitar o aumento dos casos de dengue é investir no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, além da zika e da chikungunya. Também que Alagoas não registrou óbitos em decorrência da doença (dengue) este ano.