Cidades
Religiosos pedem mais diálogo para combater ridicularização de crenças
O Carnaval deste ano ficou marcado por diversas manifestações, críticas políticas e, também, religiosas. Em São Paulo, a escola de Samba Gaviões da Fiel foi uma das que polemizou. No sambódromo, a agremiação apresentou um duelo entre Satanás e Jesus, mas com a derrota do filho de Deus. Resultado: líderes políticos e religiosos de todo o Brasil inconformados com a falta de tolerância a diferentes crenças. Após toda a discussão que tomou as redes sociais, a escola de Samba chegou a publicar outro momento do desfile, mas dessa vez com a vitória de Jesus. Porém, o novo desfecho não agradou à todos e, por isso, começou a tramitar no dia 8 de março, na Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE), projeto de lei da deputada Dra. Silvana (PR) que disciplina manifestações sociais, culturais e/ou de gênero no Estado. O descumprimento da medida pode sujeitar o infrator à multa de 100 mil UFIRCE e a impossibilidade de realizar eventos públicos que dependam de autorização. Em Alagoas, ainda não há um projeto que venha a punir ?ataques? de cunho religioso. Para o cônego Walfran Fonseca, da Arquidiocese de Maceió, esse tipo de lei entra no princípio da liberdade religiosa e, caracteriza-se, como uma conquista civilizatória, devendo ser adotada também no Estado de Alagoas. ?É preciso regulamentar as expressões, seja no campo religioso, da informação ou do show de espetáculo. É comum se deparamos com algum tipo de ridicularização a objetos ligados ao culto e a imagens. Aí me pergunto: até que ponto isso é tido como saudável para o convívio social, para o bem comum??, indagou.