Cidades
JUIZ DEFENDE TERCEIRIZAÇÃO DOS PRESÍDIOS ALAGOANOS
Uma população carcerária de quase 5 mil presos, um efetivo de profissionais bem aquém do necessário, estruturas antigas impregnadas de descaso e abarrotadas de presos provisórios. O sistema prisional alagoano é uma panela de pressão que ameaça explodir a qualquer momento. É nesse cenário que o juiz da Vara de Execuções Penais, José Braga Neto defende a privatização das unidades. O primeiro trimestre do ano foi embora há pouco e já são seis mortes, quatro delas violentas, e a decisão pela transferência de detentos ? muitos deles faccionados ? para evitar que as unidades virem um palco de guerra. ?Continuamos com excedente de mais de mil presos. Podemos fazer uma avaliação. Visite o presídio do Agreste. Compare com qualquer outra unidade do estado para você ver a diferença. Basta isso. Tudo é diferente?, analisa o juiz José Braga Neto. O presídio do Agreste, que fica em Girau do Ponciano, foi inaugurado em novembro de 2013 através de um modelo de cogestão entre a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e administrado por uma empresa privada. É a única unidade prisional em Alagoas nesse tipo de regime. Durante um mutirão carcerário realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), logo que o Presídio do Agreste foi inaugurado, o juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Douglas de Melo Martins informou que o governo gastava mais de R$ 3 mil mensais por preso e que, mesmo assim, havia queixas sobre deficiências na unidade prisional.