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População carcerária LGBT em Alagoas sofre com falta de apoio

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A vida dos LGBTs, sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros, é marcada por preconceito, violência e intolerância constantes. Dentro dos presídios alagoanos, essa vivência é muito pior. Apesar de algumas conquistas, os LGBTs ainda sofrem, principalmente, com abusos sexuais praticados por outros presos e são utilizados como moeda de troca, em certos lugares. Em Alagoas, entidades de classe ligadas aos LGBTs não atuam em programas voltados ao acompanhamento desse público que está recluso dentro no sistema prisional. A Gazeta ouviu duas das principais entidades do estado: o Grupo Gay de Alagoas (GGAL) e o Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CECD/LGBT-AL). A participação deles nessa fase da vida dessa minoria é de extrema importância, já que se trata de uma população despida de seus direitos fundamentais. A realidade, porém, é bem diferente do desejado por eles. De acordo com o último levantamento feito pela Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), 40 presos se declararam LGBTs nos presídios alagoanos - entre homens e mulheres. A falta de acesso ao sistema dificulta a assistência à população encarcerada. O presidente do GGAL, Nildo Correia, disse que, no caso do grupo, não há pessoal suficiente para atender a essa demanda dentro do sistema prisional, salvo em caso de denúncias. Fora isso, não há assistência, pelo menos da parte deles. ?Nós não temos ?pernas? para isso, é muita coisa para fazer e pouca gente para cuidar. Gostaria muito de ter uma equipe para fazer esse trabalho dentro dos presídios porque sabemos que não é fácil para quem vive lá. Sabemos que é a lei do cão mesmo, na maioria das vezes eles são dados como moeda de troca lá dentro. Quando chega alguma denúncia a gente acompanha, o pouco que a gente pode fazer é feito. Mas não temos como trabalhar de uma forma efetiva, contínua e direta dentro dos presídios em virtude das condições que não temos?, conta.

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