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Aos poucos, inclusão está fazendo a diferença

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Antes do ano 2000, ?vendia-se? a ideia de que pessoas negras nas Universidades diminuiam a qualidade dos cursos. Para a diretora do Neab, Lígia Ferreira, esse é um dos discursos com efeito de sentido que reforça a ideia da inferioridade intelectual das pessoas negras no Brasil. ?Essas ideias eram os brancos que produziram ao longo dos séculos. Entretanto, dados desmentem esse mito da incapacidade intelectiva negra e ratifica o que, cotidianamente, sabemos diante das dificuldades enfrentadas por essas pessoas e das superações. Segundo estudo de José Jorge de Carvalho (Professor da UnB), os cotistas têm desempenho melhor do que os não cotistas?, falou. Lígia afirmou, ainda, que a inclusão nas universidades está, aos poucos, fazendo a diferença. ?Inegavelmente a Ufal está mais preta. Ainda não está tão indígena como poderia ser, tampouco com as pessoas surdas, cegas e autistas que o nosso Estado possui e que sabemos que desejam acessar a universidade e que muito contribuiriam com a produção de saberes acerca de suas necessidades e possibilidades. Contudo, estamos em processo. No caso das pessoas negras, que constituem 54% da população brasileira, isto é, a maioria, a pergunta que nos vêm à mente: por que ainda não somos maioria na Universidade? O que necessitamos não é de inclusão, necessitamos de reparação histórica acerca do que nos foi tomado, de reconhecimento de que os patrimônios históricos nacionais fo ram constituídos por histórias de negros e indígenas, invisibilizadas?, pontuou.

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