Cidades
Sistema de cotas ainda gera polêmica entre estudantes negros
Presente em universidades federais de todo o Brasil, a Política das Cotas Étnico-Raciais ainda é um ponto polêmico e que, às vezes, aumenta o racismo e a discriminação sofrida pelos negros. Foi assim com a alagoana Joyce Lopes, 28 anos, que passou no primeiro vestibular feito com o sistema de cotas, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). ?No começo os outros diziam que eu tomei a vaga de alguém e que meu lugar não era dentro da universidade. As pessoas esquecem que o outro também é humano e que precisa lutar pelos seus direitos. Na minha época como estudante sofri muito, porém, era a aluna que mais se destacava no quesito notas?, relembrou. No ano passado, segundo dados fornecidos pela Ufal, um total de 1888 estudantes passaram com o sistema de cotas raciais, que garante 20% das vagas para as pessoas consideras pretas; pardas ou Indígenas (PPIs). O assunto ainda é polêmico porque para alguns, o sistema é injusto na maneira de tratar o problema do preconceito. ?O sistema de cotas foi criado justamente para favorecer a uma comunidade negra, que não possuía a oportunidade de acessar uma universidade. No entanto, com a falta de fiscalização e de humanização das pessoas, as cotas acabam favorecendo as pessoas brancas e de uma classe social alta. Isso afeta aqueles que possui o direito e, que por falta de uma política pública, acabam sendo desfavorecidos?, expôs Diego Bernardes, CEO da Rede Cenafro e Coordenador Cultural da Companhia de Teatro e Dança Afro Aie Orum.